21/03/18 por Anna Carolina Oliveira

Reconhecida como uma das líderes do movimento por equidade de gêneros no mercado de Tecnologia, Camila Achutti, 26 anos, contrariou diversas estatísticas. Ela não fez parte dos 79% de alunas que abandonam, no primeiro ano, cursos relacionados a TI e não está entre os 41% das profissionais que acabam deixando essa área de atuação. Em 2015, ajudou a fundar a consultoria de inovação e tecnologia Ponte 21 e, em 2016, a plataforma de educação em tecnologia MasterTech - startups com faturamentos milionários, das quais é também a CTO. Mesmo assim, ainda lida com comentários de quem se espanta ao ver uma "menina" nessa posição. É que ela não parece alguém de tech, dizem.

Foi justamente esse sentimento de "não pertencimento" que a motivou lá atrás, após seu primeiro dia de aula na graduação de Ciências da Computação, na Universidade de São Paulo (USP), a criar o blog Mulheres na Computação. Daquela vez, ela fazia parte de uma triste porcentagem: apenas 15,53% dos alunos de cursos relacionados à computação são do gênero feminino. Por meio de suas postagens, compartilhou experiências e começou a criar uma rede de apoio para que a jornada das mulheres não fosse tão solitária - missão que trava até hoje. Camila já ensinou mais de 15.000 jovens de diferentes partes do Brasil a criar aplicativos, organiza palestras para empoderar as mulheres em TI e conquistou o prêmio Women of Vision 2015. Tudo para mudar estatísticas que traduzem uma realidade, mas que não devem determinar o nosso futuro.

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