15/04/15 por Casimiro Perez

Atingir o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, na maioria das vezes, parece ser uma meta no mínimo elusiva; em outras, uma impossibilidade. Mas acredite, é possível transformar esse sonho em realidade.

Consultoria GPTW

Nossos serviços de Consultoria permitem um grande aprofundamento no resultado das pesquisas com relatórios completos, análises e grupos focais. Além disso, nossas palestras e workshops utilizam toda a expertise adquirida em mais de duas décadas do GPTW para que sua empresa atinja os resultados por meio das pessoas!

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Como as pesquisas GPTW apontam, qualidade de vida é o principal fator de retenção para 25% dos funcionários (abaixo apenas de oportunidades de crescimento). Veja só os benefícios oferecidos pelas empresas relacionados à flexibilidade no trabalho, o fator mais “básico” para incentivar esse equilíbrio.

Empresas que oferecem benefícios para mais de 50% dos colaboradores:

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É claro que nem todas as empresas podem oferecer flexibilidade total para seus colaboradores. Mas quando analisamos números como os acima, não é difícil pensar que mais poderia ser feito nessa área. Mas será que flexibilidade ajuda a definir um bom lugar para trabalhar? Para isso, vejamos como funcionam os mesmos benefícios entre as 30 melhores empresas para trabalhar em 2014.

Empresas que oferecem benefícios para mais de 50% dos colaboradores:

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Com os números acima, podemos ver que os números das empresas que possuem os maiores índices de confiança são ligeiramente maiores, o que indica que a flexbilidade é um dos fatores da equação, mas não é o único, nem o principal deles. 

Tanto as nossas pesquisas como dados externos apontam uma grande diferença entre os pontos de vista de gestores e não gestores. Falando em confiança, quanto mais alto o cargo, maior é a confiança na empresa:

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Além disso, veja alguns dados recém-publicados no recente 2015 Flexibility Study, que reforçam essa hipótese:

  • 67% dos profissionais de RH acreditam que os colaboradores têm equilíbrio entre vida pessoal e profissional, mas 45% dos funcionários afirmaram não ter tempo livre durante a semana para atividades sociais, pessoais e recreativas;
  • 18,5% dos funcionários trabalham mais de 20 horas por semana em casa durante o tempo (que deveria ser) pessoal; 
  • 65% dos funcionários acreditam que seus chefes esperam que eles estejam disponíveis fora do horário de trabalho e do escritório, seja por telefone ou e-mail;

Quando falamos de fatores específicos, o cenário é muito semelhante aqui também. Entre as empresas premiadas, quando perguntamos se o equilíbrio entre vida pessoal e profissional é encorajado, encontramos o seguinte cenário:

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As Melhores Empresas conseguem reduzir consideravelmente essa distorção. Uma cultura organizacional forte é capaz de comunicar e envolver todos os colaboradores com os valores e objetivos da empresa, o que pode até alterar a percepção de equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Práticas para reconhecer o bom trabalho e compartilhar os resultados são essenciais para que o funcionário possa tolerar aquelas horinhas a mais no escritório, sabendo que ele também ganha quando a empresa atinge suas metas.

Além da “miopia” da liderança, existe, porém, mais um problema.

Diferentes idades, diferentes critérios

É claro que a definição de equilíbrio entre vida pessoal e profissional possui diferentes significados para cada um. No entanto, temos alguns fatores causados pelo desequilíbrio que podem acontecer com qualquer um, como estresse, perda de motivação e problemas de saúde, por exemplo.

Contudo, esses fatores afetam apenas o funcionário. Mas o maior problema ocorre quando o trabalho interfere na relação entre pessoas fora do trabalho. Estamos falando de conflitos entre família e trabalho, especialmente quando acrescentamos uma criança nessa equação.

É razoável afirmar que a maior parte dessas famílias com filhos pequenos estará concentrada na faixa entre 26 e 44 anos. Veja o que acontece quando aprofundamos nossa pesquisa levando em consideração essas demografias: 

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Essas divergências não se repetem apenas no resultado geral, mas também em cada empresa, mostrando que essa mudança de percepção ocorre com a idade do colaborador.

E o que a empresa tem a ver com isso? 

Pesquisas mostram que, entre os funcionários com conflitos família-trabalho, 64% culpam o trabalho pelo conflito. Parece um número assustador, mas será que isso pode afetar as empresas?

Para testar essa hipótese, vamos analisar horários flexíveis (uma solução básica para reduzir esses conflitos pessoais) com a taxa de turnover (uma medida básica relacionada à satisfação dos funcionários) das empresas:

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Como estamos falando desde o início, é claro que flexibilidade não é o único fator responsável pela permanência dos funcionários ou por criar um bom ambiente de trabalho. Entretanto, equilíbrio entre vida pessoal e profissional é um fator muito importante para os funcionários, e conseguimos identificar que há uma correlação, de acordo com os dados analisados. 

Portanto, nosso recado pra você é o seguinte: tire os óculos de líder e coloque-se no lugar dos colaboradores. Entenda que cada um deles está num diferente estágio da vida, e a maior prioridade de muitos no momento não é o trabalho. Descubra o tempo que é valioso para cada um deles e respeite-o. 

Aliás, isso não serve apenas apenas para flexibilidade. Os melhores líderes conhecem muito bem cada um de seus liderados, e levam esse conhecimento em consideração para todas as decisões e ações que os envolvam.

Esse tipo de liderança resulta em maior motivação, comprometimento e trabalho duro. Todos ganham, inclusive você, já que gerir uma equipe de alta performance é muito mais fácil.

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